Terça-feira, Setembro 02, 2008

Festival HTTPVIDEO

Festival HTTPVIDEO



Meu video foi pré-selecionado :
http://br.youtube.com/view_play_list?p=250365C59E2EA216&page=4



"Pra que serve a Arte?"



http://br.youtube.com/watch?v=ZmZ1Ztr7HRY&feature=PlayList&p=250365C59E2EA216&index=33


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Relatos da Casa Amarela

Queridos Amigos!

Desculpem a falta de notícias, mas são tantas as situações acontecendo no dia-a-dia da Casa que não consigo mais chegar ao computador.

Creio ter relatado que Rafael logo que completou 18 anos resolveu ir morar com um ex-educador da Casa Amarela. Ficou lá por uns 50 dias e pediu para voltar. Um pouco antes disso, Ronaldo, também 18 anos recém completados, havia se aventurado morar com uma amiga, tendo pedido para voltar depois de uns 2 meses. Nesse ínterim, retornou o Adair (12) e entrou pela primeira vez o Charyel (14). Vou dar um relato breve da situação de cada menino.

Rafael está trabalhando na Metalgráfica Renner, em Gravataí, empresa que não só ofereceu esta oportunidade de trabalho como também tem apoiado mensalmente a Casa Amarela por meio do Funcriança. O guri começou meio inseguro, perdeu alguns dias de trabalho, mas, de volta a casa e sob os nossos cuidados, está tomando rumo. Mas se a oportunidade foi oferecida em função da Casa Amarela, a continuidade dele no trabalho necessariamente passará pelo seu empenho e dedicação. O Rafa sabe disso. Antes de começar a trabalhar queria ir para o exército, seguir carreira militar, agora já acredita que pode ter futuro nesse emprego, quer tirar carteira de motorista. Acho que agora vai. Vamos dar suporte para ele por mais um tempo, para que alce um vôo mais seguro e faça sua vida. Recomeçou terapia nesta sexta.

Ronaldo está estudando no 1° ano do ensino médio e fazendo estágio na Câmara de Vereadores à tarde. Está com uma possibilidade de trabalho numa sistemista da GM em Gravataí, é só ele querer. Estamos incentivando isso porque é uma maneira de se iniciar na vida adulta. E para o Ronaldo, que é mais bebezão, é o melhor caminho. Quem sabe, daqui a pouco, eles vão morar juntos, ele e o Rafael? Precisa terapia, mas não quer fazer.

Alex, 16, está fazendo estágio na Justiça Federal. É outro que está se iniciando no mundo do trabalho. O Alex está estudando de noite (1° ano do segundo grau) e estamos aguardando uma vaga para ele num Curso Técnico no Pão dos Pobres, no turno da manhã. O Alex está bem, só está precisando de um atendimento psicoterápico para ajudá-lo nessa transição para a vida adulta. E o melhor é que ele quer.

Lauri, 15, esta cursando a 7ª série, mas tem “aprontado” muito na escola e a situação está preocupante, além de não querer estudar, tem se metido em confusão. Estamos tentando alguma coisa para ele. Uma atividade em que possa produzir. Um trabalho de auxiliar, de ajudante, tipo ajudante de pintor, coisa assim, ele sabe pintar e gosta. Se alguém souber, avise-me. O melhor agora é apostar numa atividade mais produtiva e tentar escola novamente no ano que vem, se ele quiser mesmo. Neste final de semana pegou as coisas dele e foi para a tia. Disse que vai morar com ela. Conhecemos este filme... Precisa terapia, não quer, mas vai fazer!!

Thiago, 16, fez a segunda cirurgia no ouvido há poucos dias. A primeira foi em dezembro de 2007. Ele não tinha audição em um ouvido e tinha só 50% no outro. Foram duas cirurgias difíceis, cada uma durou 4 horas. Segundo os médicos, eram cirurgias muito complexas, desafio raro em função do adiantado da infecção. Voltar a ouvir, sem aparelho era quase impossível. Mas aconteceu. Antes ele quase não falava, porque não ouvia também, era quase mudo, agora está muito mais participante, e cantante. Está na 7ª série. Fez a cirurgia na Santa Casa. Quer terapia.

Juliano, 16, está quase um homem! Quem o conheceu pequeno, com 7 anos quando entrou, e o vir agora, não acredita! Está na 6ª serie do Colégio Conhecer. O Juliano é o herói de grandes batalhas travadas consigo mesmo. Como todos os outros meninos, passou por poucas e boas, mas manteve o bom humor apesar de ser um indignado. Agora está mais calmo, mais centrado. Faz terapia há 4 anos. Já faz algum tempo tem vivido com os padrinhos, mas mantemos seu quarto na Casa, ainda que vazio. Só pelo Juliano a Casa Amarela já valeu à pena.

Fábio e Daniel, 12, gêmeos, aniversariam em outubro. E, se tudo estiver bem, vai ter festa aberta a todos os que quiserem ir. Estão conosco há 4 anos. Daniel foi internado na última sexta-feira na Clínica São José. Não estava bem já há uns 2 meses, desde que Fábio voltou para a Casa. Fábio ficou 6 meses fora, tinha saído (sem a nossa concordância) para ver a família e acabou um pouco na rua, um pouco em outros abrigos em São Leopoldo e depois pediu para voltar para a Casa Amarela. Voltou contando barbaridades da família. Desde então Daniel se perturbou, é mais fraco e chegou ao ponto de internação. Esses dois dão um baile legal. Têm ciúmes dos outros e vivem provocando. É uma loucura!! Temos que estar sempre inventando uma atividade para separá-los deles mesmos e dos outros guris. Precisamos de um educador só para os dois. Isso sobrecarrega nosso trabalho diário, a sistemática da Casa, o atendimento aos outros meninos. Mas, alguém tem que cuidar desses dois, não é? Eu fico imaginado quantos meninos que têm essa doença e estão em situação de rua ou em outros espaços (até nas famílias) e que não são cuidados devidamente... Eles necessitam de um atendimento cuidadoso, atenção com a medicação, uma preocupação com o futuro deles. Ou, antes ainda, quando forem adolescentes, pois agora que eles só têm 12 anos e já dão um baile, imaginem daqui a pouco. Amigos, não nos abandonem!!!
Bem, os gêmeos são também jovens adoráveis, muito inteligentes, cativantes e exímios dançarinos. São umas figuras! Fazem atendimento psicoterápico e psiquiátrico no HPV.

Nicolas, 11, tá impossível! O Nic é o nosso bebê. Entrou com 6 anos. Por ser o menor, sempre foi mimado demais e agora tá manhoso. Tá enorme, um armarinho, vai ser um portão quando terminar de crescer. O Nic está em atendimento psicológico há uns 2 anos, está vivendo um momento crítico, está colocando um monte de coisas pra fora. Estamos segurando. Até o mês passado ia de kombi escolar até a escola Aramy Silva, agora está indo de ônibus.

Adair, 11, é outro que tá danado. No ano passado ele esteve na Casa Amarela. Em dezembro voltou para a família, que disse que iria vender o barraco e se mudar para Rio Grande. Pois não aconteceu nem uma coisa nem outra. Este é daqueles casos em que a família não consegue impor limites e o guri já se governa. Assim, foi parar na rua. Agora está na escolinha de futebol e estamos vendo escola para ele.

Charyel, 14, passou pela Casa depois de 50 dias internado numa clínica. Anda na rua desde os 9 anos, a mãe não o cuida. Tem até carteira da Unimed, o que mostra que a negligência não é uma exclusividade dos pobres. Depois de um mês foi embora. Disse que voltaria para a mãe. Na noite seguinte o encontrei, de madrugada, no meio de um grupo de homens de rua. Se ele quiser, tentaremos outra vez.

Bem, pessoal, teria ainda muito para contar, mas tenho que encaminhar vários assuntos, como: ir a escolas, falar com o Juizado, com psicólogas, com psiquiatras sobre alteração de medicações, batalhar essas medicações, ligar para pessoas e pedir que paguem alguns dos atendimentos (cuidado se eu ligar para algum de vocês), abastecer a Casa, planejar passeios e resolver um monte de outras coisas que sempre aparecem na última hora. Na verdade, está bem difícil manter a Casa com o que temos conseguido arrecadar, muitas pessoas deixaram de contribuir, ou porque perderam o emprego ou porque mudaram de banco.

Precisamos de sócios novos, mas não temos tempo para fazer uma campanha. Estamos numa roda viva só apagando fogo. Seria legal se cada um tentasse trazer um sócio que contribuísse com R$ 20 (é claro que pode ser mais) em débito em conta no Banrisul ou no BB. Ou mesmo quem quiser doar qualquer quantia extra ou uma atualização dos valores, qualquer que seja, também será bem-vinda..

Peço desculpas a Patrícia, que se comunicou comigo para saber de um guri. Alô Patrícia, me contata de novo, perdi teu número. Não foi descaso, é que esta que escreve também teve problemas...

Bem, chega de choradeira e bola pra frente que tudo vai dar certo!!!

VIVA O INSTITUTO RECRIAR E A CASA AMARELA! No dia 08/08/2008 o Instituto Recriar completou 8 anos. Comemoraremos juntos, em outubro, no aniver dos gêmeos.

Obrigada pelo apoio e pela atenção!
Um grande abraço.
Cristina


Conheça o trabalho do Instituto Recriar e a Casa Amarela

Língua símbolo dos Rolling Stones é vendida por R$ 151 mil

02/09/2008 - 08h41


BBC

A obra original do famoso logotipo da banda inglesa Rolling Stones --inspirada parcialmente nos lábios de Mick Jagger-- foi comprada pelo museu londrino Victoria and Albert (V&A).

A peça, criada em 1970 pelo então estudante de artes John Pesche, foi vendida ao museu por 51,3 mil libras esterlinas (R$151 mil).

Desde a sua concepção, a imagem se tornou um símbolo da banda e foi usada pela primeira vez como ilustração no álbum Sticky Fingers, de 1971.

Para Victoria Broackes, chefe de exposições do V&A, o uso do desenho da boca com a língua de fora pelos Stones é um dos primeiros exemplos de bandas que optaram por usar logomarcas.

"Pode-se dizer que é um dos logos de rock mais famosas do mundo", afirmou.

Marca

Pesche estudava na Royal College of Art, em Londres, quando o líder da banda, Mick Jagger, decepcionado com o design pobre das logomarcas sugeridas pela gravadora Decca, começou a procurar por um artista de arte que pudesse ajudar a criar a marca da banda.

O cantor visitou a exposição de formatura de Pesche e optou pelo artista para criar o ícone pop usado até hoje pela banda. Na época, o artista recebeu 50 libras (R$147) pelo trabalho.

Depois da criação da marca dos Rolling Stones, Pesche continuou trabalhando com a banda, produzindo pôsteres para as turnês durante as décadas de 70 e 80.

O artista trabalhou ainda com outros músicos famosos como Paul McCartney e a também banda inglesa The Who. Anos mais tarde ele se tornou o diretor de arte das empresas United Artists, Chrysalis Records e do centro de entretenimento Sount Bank Centre, em Londres.


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Segunda-feira, Setembro 01, 2008

Cine Santander Cultural estréia com exclusividade o filme Corpo

longa-metragem brasileiro de Rossana Foglia e Rubens Rewald

■ Diretores de Corpo estarão em Porto Alegre para uma Sessão Comentada, em 5 de setembro, às 19h00

■ Valentin, de Alejandro Agresti, é o filme do Cineclube Projeto neste mês, com a participação de Rogéria Recondo, psiquiatra da infância e adolescência, em 11 de setembro, às 19h00




Porto Alegre, agosto de 2008 – O Cine Santander Cultural apresenta o longa-metragem Corpo, de 5 a 10 de setembro, primeiro trabalho dirigido pela dupla de roteiristas Rossana Foglia e Rubens Rewald. O filme estréia com exclusividade no Cine Santander Cultural com Sessão Comentada com os diretores, em 5 de setembro, às 19h00. Ambos os roteiristas são professores universitários dedicados à pesquisa e ao ensino da roteirização e dirigiram juntos o curta Mutante. Em Corpo, flertam com o bizarro, ao discutir a representação do corpo, e com o fantástico ao misturar passado e presente, construindo um quebra-cabeça que convida o espectador a jogar, submergir na experiência e na busca do protagonista.

Artur, interpretado pelo ator Leonardo Medeiros, é um médico legista obcecado por corpos humanos, que trabalha em um necrotério público. Sua rotina é quebrada pela chegada de ossos encontrados em uma vala comum e junto à ossada está o corpo de uma mulher. O legista decide investigar a identidade do corpo e por meio de arquivos policiais chega à filha de uma guerrilheira com as características do corpo encontrado. No entanto, a jovem afirma que sua mãe está viva e o convida a conhecê-la. Artur aceita e, a partir daí, os dois empreendem uma busca desordenada pela cidade para achar a mãe dela e desvendar a identificação do corpo.

Com abordagem do tema ‘pais e filhos’, o Cineclube Projeto, em 11 de setembro, apresenta o filme argentino Valentin, de Alejandro Agresti, em única sessão. O debate será conduzido por Rogéria Recondo, psiquiatra da infância e adolescência. No longa, passado em Buenos Aires em 1960, Valentin é um menino de 9 anos que vive com sua avó, já que seu pai trabalha muito e sua mãe está desaparecida desde a separação. Solitário, Valentin sonha em ser astronauta, mas seu grande sonho é conhecer sua mãe.

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Domingo, Agosto 17, 2008

Fernando Pessoa

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas
que já têm a forma de nossos corpos e esquecer os nossos
caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia. E se não ousarmos fazê-la
teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos.

tirada daqui: Provocações

Tenho a forte sensação de ter que fazer isso, mas é difícil despir-se,
tomar novos trajes e seguir o caminho.

Sempre que leio este texto me imagino no rio de minha infância,
fazendo uma travessia, que nunca fiz, numa canoa simples.
Coisa que não se fazia por causa da correnteza forte.